O vento que sopra
Em minha cidade
Se expressa
Grita
Entre as paredes de
Concreto
(com seus azulejos brancos)
"Quero voar!'
Como o útero
Que grita
"Quero ser livre!"
Para poder vagar
Entre as ruas
Históricas
Entre os corpos
Carregados de dor
Odor de noite
Fria
Que precede o dia
Quente
Onde os corpos se movimentam
Perambulando
Encorpados
Encarnados
Suados
Nas ruas sem vento
Da minha cidade
Recife, 16 de Julho de 2015
Nenhum comentário:
Postar um comentário