quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ausência

Finjo que esqueço teu nome
Pra talvez ocultar teu rosto
Das memórias que vem a tona
Quando lembro teu cheiro

É de todo, meu desgosto
Perceber que, no entanto
Estás escrito por toda a casa
Desde o portão até os azulejos frios do banheiro

Não me tome por ingrata se, por acaso
Num surto de desespero
Arrancar teu nome, tua marca, tua voz
Desse espaço

É que as vezes as mãos cansam
De tatear, no escuro
Em busca de teu peito
Ausente