Ah, o Soneto de Fidelidade
tão belo
e feliz
e terno
seria
se não houvesse, no mesmo livro
Oh, inocente leitor
o Soneto de Separação.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Da Noite Que Não Sei
Talvez eu te ame
E talvez eu me perca.
Talvez me engane
E teu sorriso frouxo
E tua voz grossa
E teu canto bobo
Me encante
Em tua boca
De doces lábios
Em tua saliva
Libidinosa
Me encontre
E em teus bracos
Fortes
Em teu peito
Leve
Faça casa pra morar
Em teu pesar, passe
Em tua rima, viva
Em teu sonho, seja
Tua mulher
Talvez
E talvez eu me perca.
Talvez me engane
E teu sorriso frouxo
E tua voz grossa
E teu canto bobo
Me encante
Em tua boca
De doces lábios
Em tua saliva
Libidinosa
Me encontre
E em teus bracos
Fortes
Em teu peito
Leve
Faça casa pra morar
Em teu pesar, passe
Em tua rima, viva
Em teu sonho, seja
Tua mulher
Talvez
quinta-feira, 13 de março de 2014
As Horas
As horas passam
Lentas, solúveis
Dissipando a vida
Como a chuva que varre as nuvens do céu.
Horas vindas, perdidas
Passageiras
Horas.
A dor, os outros
A ansiedade, o toque.
O dia conquistado
E a noite perdida.
O tinteiro, a caneta
As paginas.
A protagonista da história.
De que se trata a vida?
De que tratam as horas?
De que se ocupa a heroína?
A vida por entre os dedos.
A morte dentro de um rio gelado.
As horas no relógio.
Eu.
Lentas, solúveis
Dissipando a vida
Como a chuva que varre as nuvens do céu.
Horas vindas, perdidas
Passageiras
Horas.
A dor, os outros
A ansiedade, o toque.
O dia conquistado
E a noite perdida.
O tinteiro, a caneta
As paginas.
A protagonista da história.
De que se trata a vida?
De que tratam as horas?
De que se ocupa a heroína?
A vida por entre os dedos.
A morte dentro de um rio gelado.
As horas no relógio.
Eu.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
A LENHA DO FOGÃO
A lenha alimenta a chama
Que alimenta a boca
do fogão, que alimenta
a mesa, que alimenta
o menino, que alimenta
a fome, que alimenta
O tempo
que faz
girar
O moinho.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
De Corpo e Alma.
Chego. Não encontro em mim todas as formas de que preciso, mas sendo eu nuvem branca e leve, me faço de metamorfose e uso isso em meu favor. Não trago comigo o fervor no sangue, as veias tensas, não. Tenho um mantra em meu corpo que acalma a tensão entre minha alma e aqueles tecidos ditos de carne e formas. Sistemas de órgãos dentro de mim, os quais me condenam ao finito temor pela morte. Que seja reciproco, tal medo. Que o fim tema me encontrar, pois estarei dessa vez na mesma forma que cheguei, mas com o espirito das formas anteriores, que se fizeram em mim durante meu caminho neste lugar. Digo então, que não sairei daqui, encarando a more, sem lhe deixar marcas de quem sou, do que fui, do que vivi. O que mais é a vida se não os pedaços que deixas por ai, se transformando e entrando em outros almas, em outros tecidos. Outras células nervosas. Morremos varias vezes, todos os dias, a cada passo, durante todo nosso caminho. Se transformar é dar morte aquilo que já foi e não mais sera. Me encontro comigo, em outras formas, em cores diferentes, se comunicando por línguas que desconheço, mas que fazem sentido a minha alma, mãe de todas as formas, formula intocada. Sou isso, sou aquilo, sou metade e sou inteiro. Sou quem deseja, sou a morte que vive em mim, me fazendo viver a cada dia. Mudo, vivo, morro. Saio de mim e me encontro na rua, sorrindo.
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